sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Descobertas duas novas espécies de orquídeas em Cuba.

Fonte: Sci-News
Pesquisadores da Universidade de Vigo, na Espanha, em parceria com a unidade de serviços ambientais do Parque Nacional Alejandro de Humboldt, de Cuba descobriram duas novas espécies representantes da família Orchidaceae, subtribo Laeliinae, chamadas de Tetramicra riparia e Encyclia navarroi, encontradas respectivamente em regiões do leste e oeste de Cuba.

Maiores informações acesse:

1.Sci-News.com                                                   2.El Mundo.es


3.Science Daily                                                     4.O Globo Ciência


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Controle Biológico de Pragas e Doenças em Orquídeas

           Apesar dos resultados, muitas vezes imediatos da aplicação dos defensivos químicos (ou agrotóxicos e venenos, como muitos preferem denominar) em plantas cultivadas, nem sempre o alvo é específico. É enorme a lista dos produtos que quando pulverizados para combater um determinado inseto ou doença, acabam promovendo uma verdadeira “limpeza biológica” no ambiente.
Cycloneda sanguinea predando pulgão (Foto: The Lost Ladybug)

Explicando melhor, normalmente um orquidófilo quando precisa eliminar uma infestação de pulgões em suas plantas, por exemplo, normalmente elimina também os insetos que se alimentam ou parasitam os mesmos, e que promoveriam o seu controle natural.
Conceituando: controle natural ou biológico nada mais é do que a redução da população de um determinado indivíduo (seja ele inseto, protozoário, fungo etc), através dos seus inimigos naturais, que podem ser outros insetos, outros protozoários, outros fungos, bactérias, vírus, aranhas, pássaros, etc.

Contaminação por Beauveria bassiana (Foto: The Hidden Forest)
Na prática, a adoção de alguns manejos por si já auxilia muito o controle biológico natural nos cultivos caseiros ou comerciais: nutrição equilibrada, manejo de irrigação e controle de umidade relativa do ar, aplicação de defensivos (agrotóxicos ou alternativos) seletivos aos inimigos naturais (que não afetam ou influenciam pouco no seu desenvolvimento), entre outros. Porém mesmo diante do manejo mais equilibrado, algumas plantas ainda podem sofrer com picos ocasionais de infestações de pragas e doenças. Nesse caso podem-se introduzir inimigos naturais no sistema de cultivo de maneira massal visando o controle.
Muitas são as empresas que disponibilizam produtos a base, ou os próprios inimigos naturais criados em laboratório. Alguns exemplos de inimigos naturais e produtos:
Inimigo Natural
Praga/ Doença
Produto Comercial/ Empresa
Beauveria bassiana (fungo entomopatogênico)
Tenthecoris, vaquinhas, percevejos, vespinhas, abelha arapuá, pulgões, ácaros, formigas, lagartas
Boveril (Itaforte)
Metarhizium anisopliae (fungo entomopatogênico)
Cochonilhas, gafanhotos, cigarrinhas, cupins, tripes de folhas
Metarril (Itaforte)
Trichoderma harzianum (fungo micoparasita)
Phytophthora e Pythium (podridões de pseudobulbo), Fusarium, Botrytis (manchas e podridões nas flores)
Trichodermil (Itaforte)
Rhodopseudomonas capsulata (bactéria nematoparasita)
Nematóides
PSB (Enzimac)
Joaninhas (Scymnus sp, Cycloneda sanguinia, Hippodamia convergens, etc)
Pulgões e algumas cochonilhas
Manejo ambiental
Sirfídeos (algumas larvas de moscas da família Syrphidae)
Pulgões, tripés, algumas espécies de cochonilhas
Manejo ambiental
Parasitóides (Trichogramma spp, Trissolcus sp, Telenomus sp, entre outras microvespas da família Hymenoptera)
Lagartas, pulgões, vaquinhas, besouros, percevejos
Bug Agentes Biológicos, Promip
Orius insidiosus (percevejo predador)
Tripes de flores
Promip
Neoseiulus sp, Phytoseiulus macropilis (ácaros predadores)
Ácaros rajado, vermelho e branco
Promip
Stratiolaelaps scimitus (ácaro predador)
Fungus gnats (Bradisias), pulpa de tripes
Promip
Bacillus thuringiensis (bactéria entomoparasita)
Lagartas
Dipel (Sumitomo)
Paecilomyces lilacinus (fungo parasita de ovos)
Nematóides
Nemat (Balagro)
Arthrobotrys sp (fungo nematófago)
Nematóides
Nemat (Balagro)

Portanto, diante da grande disponibilidade de produtos que proporcionam o controle sustentável de quase todos os problemas fitossanitários das orquídeas, não justifica a utilização, sejam nos quintais, sejam em estufas comerciais, de produtos químicos passíveis de intoxicação ambiental e humana. Apenas lesmas e caracóis ainda não possuem produtos biológicos comerciais, porém já se conhecem os inimigos naturais de ambos, sendo alguns protozoários, platelmintos, nematelmintos e insetos como as lacrais (ou centopéias). O desenvolvimento de algum produto específico é questão de tempo.
Existe apenas uma desvantagem na introdução de inimigos naturais em relação ao controle químico em qualquer cultivo: o tempo de resposta à aplicação. Os defensivos químicos normalmente mostram os resultados dentro de 24 horas, enquanto o controle biológico leva de 3 a 5 dias, sendo mais recomendado no início das infestações ou infecções, porém ainda melhor se utilizado preventivamente.
A Apiflora, com o auxílio de alguns orquidófilos que posteriormente serão citados e que cederam plantas e mudas para diversos testes, em breve promoverá um Dia de Campo para a demonstração de muitos resultados envolvendo a utilização de produtos biológicos. A data do evento será divulgada nesse blog.
Também estamos disponibilizando para a venda os produtos da empresa Itaforte, Boveril, Metarril e Trichodermil. Como Agrônomo, trabalho e recomendo os três produtos há oito anos com excelentes resultados na produção de flores e plantas ornamentais.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Reunião pública para a discussão da Gestão Ambiental em Minas Gerais

Carta convite para a discussão pública sobre a Gestão Ambiental em Minas Gerais. Muito importante a participação de todos os envolvidos ou apenas entusiastas para interagir com o assunto e formar opiniões.

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Pesquisas sobre método de controle biológico de formigas cortadeiras

     No município fluminense de Campos de Goytacazes, o zoólogo Richard Ian Samuels, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, coordena o desenvolvimento de dois métodos de controle desses insetos, que atacam muitas espécies de plantas cultivadas, cortando folhas e ramos.
     O primeiro estudo em curso no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf, contemplado pelo edital de Apoio à Infraestrutura de Biotérios, da Fundação, propõe uma alternativa ecologicamente correta para o combate às formigas cortadeiras. Em vez de formicidas químicos, que são perigosos para o meio ambiente e para quem aplica o veneno, entra em cena o controle biológico, com base nos patógenos naturais das formigas. Para isso, o professor Richard Samuels investiga uma forma de utilizar um fungo entomopatogênico como uma arma de infecção às formigas.
    Trata-se do fungo Metarhizium anisopliae. Trocando em miúdos, ele pode ser um bom aliado na guerra contra as formigas porque tem a capacidade de penetrar em seus tegumentos (espécie de armadura que envolve o corpo do inseto) e colonizar o interior de seu organismo, causando morte por infecção em cerca de três dias. Mas existe um porém. Para o fungo agir como um mecanismo de controle às formigas cortadeiras, ele precisa vencer as bactérias da espécie Pseudonocardia, que atuam como verdadeiras amigas das formigas, formando uma barreira imunológica de defesa e inibindo a ação do fungo.  
A estratégia adotada por Samuels é desenvolver um modo de furar o bloqueio das defesas das formigas contra a infecção pelos fungos. Para isso, ele vem coordenando testes no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf. “As formigas usam as bactérias Pseudonocardia como um escudo para se defender dos fungos. Por isso, estamos testando no laboratório o uso de antibióticos para reduzir essa barreira imunológica e permitir que o fungo tome conta do ninho”, resume o pesquisador.
    Os resultados dos testes laboratoriais foram animadores e renderam uma publicação recentemente aceita na renomada revista britânica Biology Letters. “O tratamento com antibiótico gentamicina visualmente reduziu a população de bactérias no tegumento das formigas observadas e as tornou mais suscetíveis à infecção pelo fungo, com mortalidade de 47,7%. Isso mostra a importância das bactérias Pseudonocardia na defesa contra patógenos das próprias formigas”, detalha o professor.
Samuels dá continuidade à pesquisa para, no futuro, definir melhor uma solução para o biocontrole das formigas cortadeiras no campo e colocá-la à disposição do mercado. “Até o momento, ainda não foi encontrada uma estratégia de controle biológico eficiente para as formigas cortadeiras, por causa dos seus mecanismos naturais de defesa. Nesse sentido, as perspectivas de trabalho abertas pela pesquisa são um avanço”, justifica o zoólogo.

Fonte: Centro de Inteligência em Florestas (CI Florestas)
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cultivo Sustentável de Orquídeas e outras plantas

           O atual conceito de agricultura, pelo menos o que temos como referência e denominamos de “moderna”, tem sua origem marcada em duas fases de épocas diferentes: entre os séculos XVIII e XIX, durante o processo de queda do feudalismo e a estruturação do capitalismo; e no início do século XX entre as décadas de 60 e 70, com a chamada Revolução Verde, que ocorreu com o surgimento dos insumos industriais (fertilizantes e defensivos químicos), a mecanização e o chamado “melhoramento genético” de plantas, disponibilizando materiais vegetais mais produtivos e consequentemente com maior demanda dos tais insumos.
            De lá, pra cá práticas antes comumente utilizadas, foram abandonadas em detrimento aos denominados “recordes de produção”, que os nossos meios de comunicação em massa “enchem a boca” para bradar em programas dominicais.
            Mas, e o que um orquidófilo ou qualquer outra pessoa que aprecie e cultive um vaso de flores ou de qualquer outra planta tem a ver com essa revolução sofrida pelos sistemas produtivos agrícolas?
        Infelizmente herdamos o mau hábito do consumismo de produtos químicos para solucionar problemas causados por nós mesmo.
          Todas as plantas precisam de um suporte adequado para se sustentarem, água, nutrientes e luz. Cada espécie se estabelece no ambiente mais adequado para o seu desenvolvimento, onde as melhores condições climáticas, físicas e nutricionais se cruzem e onde sua semente possa germinar, crescer com o máximo de vigor e se reproduzir gerando descendentes saudáveis e reiniciando o ciclo.
Durante esse processo, vários contratempos acometem esses indivíduos: insetos (e animais) que para sobreviver precisam se alimentar de suas folhas, raízes ou simplesmente sugar sua seiva rica em açúcares produzidos pela fotossíntese; ou microorganismos que precisam de suporte nutricional, utilizando-se de exsudados “secundários” ou não, ou simplesmente de água enriquecida com minerais, todos eles com o único e comum objetivo de sobrevivência e reprodução dos seus semelhantes. Essa convivência pouco amistosa, raras vezes leva algum indivíduo (vegetal) à morte: todos obtêm o que precisam e convivem em equilíbrio.
Porém quando resolvemos “domesticar” esses indivíduos é que começam os desequilíbrios: introduzimos os mesmos em suportes disponíveis e que atendam a “nossa” necessidade; disponibilizamos o ambiente que produzimos para eles, não nos importando se os teores de umidade, luz e temperatura atendem as suas necessidades integrais; utilizamos fertilizantes nem sempre com os teores ou doses adequados para suprir as necessidades nutricionais; utilizamos o conhecimento genético para “melhorarmos” o que para nós não é perfeito e por fim, geramos e mantemos indivíduos geneticamente fracos ou fragilizados diante dos desequilíbrios ambientais e nutricionais. O preço disso são plantas extremamente suscetíveis a insetos e microorganismos e que diante da baixa resistência e/ou do excesso de vigor dessas plantas, tornam-se pragas e doenças que podem simplesmente reduzir o atrativo ornamental da mesma, ou levá-la a morte.
Como solução prática para solucionarmos os problemas causados pelas “pragas e doenças”, procuramos o caminho mais curto e jogamos fora a “chave de ouro” que levaria ao caminho da sustentabilidade: utilizamos, muitas vezes sem sequer uma medida precisa, os defensivos químicos ou agrotóxicos, muitas vezes os de alto impacto e contaminação ambiental (aqueles mais baratos e que passam de geração para geração).
Voltando ao início dessa conversa, a Revolução Verde ocorrida na metade do século passado serviu para aprendermos que o rápido progresso e crescimento populacional têm um alto custo ambiental e com o passar dos anos descobrimos que é possível aumentar muito mais os patamares de produtividade e qualidade utilizando práticas de manejo ambiental e nutricional adequados, assim como o controle racional dos organismos que insistem na denominação “pragas e doenças”. A esse conjunto de práticas denominamos Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD).
O MIPD é um dos patamares do cultivo sustentável, que nada mais é do que o cultivo ecologicamente equilibrado, economicamente viável, produtivo, seguro e que promova a qualidade de vida.
E atualmente são muitas as ferramentas que podem ser utilizadas no cultivo sustentável de orquídeas e outras plantas ornamentais, partindo do princípio que as plantas estão nutricionalmente equilibradas:
1.Uso de filmes plásticos como proteção física e manipulação do ambiente;                  
2.Sistemas de irrigação modernos e controláveis de baixo custo;
3.Materiais inertes e de alta qualidade para a composição de substratos adequados;
4.Controle biológico de pragas e doenças utilizando os inimigos naturais dos organismos e acessíveis através de produtos comerciais;
5.Defensivos químicos seletivos aos inimigos naturais, mantendo-os vivos e eliminando apenas as pragas e doenças;
6.Produtos para a indução e conhecimento do sistema natural de defesa das plantas (metabolismo secundário);
7.Produtos fitossanitários alternativos aos defensivos químicos e de baixo impacto e resíduo ambiental.
            Portanto, essas são algumas das ferramentas que podem ser utilizadas no manejo racional de orquidários pessoais ou comerciais e mesmo no cultivo de outras flores e plantas ornamentais sejam nos quintais das casas, sejam em ambiente interno. Basta o conhecimento.
            Nas próximas postagens estarei detalhando melhor cada item discutido acima.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Primeiro fitossanitário para orgânico recebe registro

O primeiro registro de produtos fitossanitários para a agricultura orgânica foi assinado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) depois de uma análise em conjunto com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. Trata-se do Biotesia, uma pequena vespa utilizada para o controle biológico da broca da cana-de-açúcar – praga que prejudica o crescimento e a produtividade da cultura.

O produto favorece a aplicação do manejo integrado de pragas e inaugura um novo modelo de registro de defensivos. O Biotesia é considerado de venda livre (não exige receituário agronômico), não necessita de faixa toxicológica e nem do símbolo da “caveira” no seu rótulo, diferentemente dos agrotóxicos convencionais.
Outra vantagem é o tempo de registro. Com a nova metodologia, por exemplo, o Biotesia levou 68 dias entre o protocolo e a emissão do certificado. No caso de produtos usuais, o trâmite leva até 36 meses para ser concluído. O custo do processo também será reduzido já que para obter a permissão não são obrigatórios novos testes. 

Com o registro formal, os produtores poderão obter mais facilmente a certificação de seus produtos e o Mapa terá mais facilidade para fiscalizar a comercialização de insumos sem registro para a agricultura orgânica. Somente no primeiro semestre, 12 empresas (de 18 vistoriadas) foram autuadas por venderem insumos ilegais. O Brasil deseja ser referência em produtos biológicos de controle de pragas e pretende montar uma delegação de especialistas para discutir o tema junto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, sigla em inglês) no próximo ano.
MAPA - por Marcos Giesteira
Link Portal Orgânico

Espero sinceramente que seja o início da desburocratização do registro de defensivos, sejam eles para a finalidade de produção sustentável ou convencional. Os entraves gerados pelo Ministério da Agricultura, ecoam nas produções agrícolas de baixa representatividade política como flores, plantas ornamentais e produtos orgânicos.

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